sábado, 20 de agosto de 2016

Revide: Católicos enfrentam ódio dos islamitas

[abim]
Por Leo Daniele



Em nossa época acontecem apenas coisas más? Coisas boas quase nunca?
Será mesmo assim? Entretanto, quando cabe e com certo recuo do tempo, é preciso reconhecer o contrário.
Um exemplo, que já tratamos aqui em 2013, líderes da Manif pour tous (Manifestação para todos) organizaram protestos em Paris e Lyon. O movimento, que nasceu da luta contra o “casamento” entre homossexuais, pretende defender valores familiares tradicionais. Os manifestantes também protestaram contra a reprodução assistida e a adoção do método de ventre solidário para casais homossexuais. “Queremos lançar uma advertência ao governo. [...] Todas as crianças precisam de um pai e de uma mãe”, afirma Ludovine de la Rochère, uma das líderes do movimento. Para as pessoas que defendem a causa, o governo socialista tem uma verdadeira “fobia dos valores familiares”.
Outro motivo de descontentamento dos simpatizantes da Manif pour tous – que não é só uma manifestação, mas um movimento possante de opinião pública – é o novo programa pedagógico a ser aplicado nas escolas francesas. Batizado de ABCD da Igualdade, ele pretende lutar contra os estereótipos de meninas e meninos. Mas, para seus opositores, o programa educacional não passa de uma suposta “Teoria do Gênero visando suprimir a noção de homem e mulher”. “Não toquem em nossos estereótipos de gênero”, brada Ludovine de la Rochère. Alinhados a esse pensamento, muitos manifestantes exibem cartazes com desenhos de uma menina vestida de fada e de um menino com uma espada.

Os manifestantes exigem o fim “imediato” da aplicação da cartilha.
Algumas associações de pais de alunos não levaram seus filhos às escolas que já adotam o novo programa. Em comunicado, eles afirmam que o “Estado não deve se intrometer em assuntos íntimos ligados à identidade sexual”…
* * *
Gaël Brustier, seguidor do comunista Gramsci, membro do Partido Socialista e autor do livro muito expressivamente intitulado Le 68 mai conservateur (Maio de 1968 conservador — em oposição à revolução anarquista ocorrida naquele mês e ano na França), afirmou, extremamente surpreso: “A Direita está doravante em situação de dominação cultural. Assistiu-se ao despertar de um gigante.”
Esse despertar surpreendeu igualmente todos os analistas, tanto de esquerda quanto de direita, que trataram do assunto em numerosos artigos de imprensa e até mesmo em livros, a exemplo de Gaël Brustier.
Em 30 de novembro de 2015, o diário francês “Le Figaro” publicou artigo de Eugénie Bastié sob o sugestivo título “La révolution des catholiques de France”. Segundo a jornalista, “após a Manif pour tous, eles [os católicos] saíram das catacumbas”. Eis duas das passagens do mesmo artigo:
“À frente do combate cultural, presentes nos debate intelectual, assalto da política, visíveis na cidade e nas redes sociais, os novos católicos nada temem. Acreditava-se que estivessem mortos, mas estão vivos como nunca”. [...]
“Para o historiador Jean Sévillia, autor do livro A França católica, a oposição ao casamento homossexual, contudo os novos católicos manifestaram uma capacidade de mobilização das redes sociais que surpreendeu todo o mundo, inclusive os organizadores das grandes manifestações de 2012-2013. Esta mobilização, que ultrapassou os níveis tradicionais, marca a entrada na arena de uma nova geração católica que sabe ser uma minoria barulhenta.”
Mas, como é sabido, todas as vezes que as forças do Sim se manifestam com uma vitória, as forças do Não preparam um revide. Em primeiro lugar, procurando fazer esquecer a sua derrota.
O que ocorreu a seguir teria relação com esse triunfo do Sim?
Terá sido um revide a ele?
Com certeza, foi um revide, pois o ódio dos islamitas aos cristãos é terrível. Dom Giuseppe Germano Bernardini, Arcebispo emérito de Esmirna, na Turquia, citou “um autorizado personagem muçulmano”, o qual teria dito a seus interlocutores cristãos: “Nós vos invadiremos graças às vossas leis democráticas; dominar-vos-emos graças às nossas leis religiosas”.
Mas a França, e não só ela, tem sido vítima nos últimos anos de um ódio frenético dos muçulmanos, como já exposto neste espaço. Apenas para rememorar sinteticamente entre outras coisas: 130 mortos na casa de espetáculos Bataclan, e 84 mortos no recente atentado de Nice. Enquanto o presidente Hollande declarava que “toda a França está sob a ameaça do terrorismo islâmico”, o primeiro-ministro Manuel Valls dizia que os franceses deviam se acostumar a conviver com o terrorismo!
Na terça-feira, 26 de julho, a Igreja teve seu primeiro mártir em solo francês no século XXI: o Padre Jacques Hamel, de 86 anos, selvagemente degolado por maometanos enquanto celebrava a Missa na periferia de Rouen.
Tendo diante dos olhos esta batalha entre a luz e as trevas, entre o sim e o não, vale a pena rememorar na palavras de Nosso Senhor Jesus Cristo: “Seja o teu sim, sim! E o teu não, não! O que passar disso vem do Maligno” (Mateus 5,37). É necessário também enaltecer as civilizações, mesmo que sejam residuais seus valores cristãos, em particular a francesa, com as seguintes palavras do Prof. Plinio Corrêa de Oliveira: “O insuficiente merece censura; o suficiente merece louvor; o excelente merece honra”.
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