domingo, 21 de agosto de 2016

A mãe “desnaturada” do aeroporto: mais uma vítima do linchamento virtual

[aleteia]
Por O Catequista


O que você pensaria ao ver esta cena? Conheça a história por trás desta foto



Maledicência: assim se chama o pecado de falar mal dos outros, de revelar os defeitos e erros alheios, sem que para isso haja qualquer motivação justa. E, como dissemos em um post recente, a mais nova onda é atacar a reputação de pessoas anônimas nas redes sociais (confira aqui).
Na semana passada, quem se tornou alvo dos patrulheiros da internet foi a americana Molly Lensing. Sua foto, sentada em uma cadeira, tendo diante de si a filha de 2 meses deitada sobre um pano no chão de um aeroporto, viralizou no mundo todo. Ela foi taxada por milhões de pessoas como uma mãe relapsa, insensível, louca… uma mãe horrível!
Há poucos dias, a verdade veio à tona: a companhia aérea Delta Airlines explicou o caso, assumindo toda a responsabilidade. Molly tinha um voo marcado para uma segunda-feira, mas este foi cancelado. A companhia disse que não havia mais vouchers para custear a noite em um hotel próximo, então, ela não teve outra opção, senão dormir no chão com seu bebê (Fonte: Revista Crescer).
molly A foto em questão foi tirada dois dias depois (!!!), na quarta-feira, quando, cansada de esperar pelo reagendamento do voo, ela estava ligando para seus pais virem buscá-la no aeroporto. Molly estava no chão, ao lado do seu bebê. Acordou, sentou na cadeira e pegou o celular para fazer o telefonema. Aí veio algum espírito de porco, fotografou e divulgou a sua imagem nas redes sociais, como uma mãe desnaturada.
Mas o tal espírito de porco não teria tido sucesso em sua pisada de bola internética se não fosse uma multidão de gente sem louça para lavar, que ajudou a compartilhar a imagem de Molly e a expô-la negativamente, sem antes refletir: “É, isso me parece muito ruim… Mas será que foi isso mesmo? Será que não há alguma história por trás disso tudo que justifique a atitude dessa mãe?”.
Muitas pessoas simplesmente não sabem discernir entre o mal que deve ser denunciado (crimes e outros males que dizem respeito à comunidade) e o mal que deve ser calado (erros – ou supostos erros – das outras pessoas que são de âmbito puramente pessoal).
Para cada um de nós, é importante sempre lembrar a advertência do Apóstolo Tiago: a língua, mesmo sendo um órgão muito pequeno, pode lançar o corpo inteiro no Inferno!
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Vamos meditar sobre essas passagens da Bíblia:

“A chicotada produz um ferimento, porém uma língua má quebra os ossos. Muitos homens morreram pelo fio da espada, mas não tantos quanto os que pereceram por sua própria língua.” (Eclo 28,21-22)
“…faze uma balança para (pesar) as tuas palavras, e para a tua boca, um freio bem ajustado. Tem cuidado para não pecar pela língua, para não caíres na presença dos inimigos que te espreitam, e para que não venha o teu pecado a ser incurável e mortal.” (Eclo 28,29-30)
“Ouviste uma palavra contra o teu próximo? Abafa-a dentro de ti; fica seguro de que ela não te fará morrer.” (Eclo 19,10)
“Protege teus ouvidos com uma sebe de espinhos; não dês ouvidos à língua maldosa, e põe em tua boca uma porta com ferrolhos.” (Eclo 28,28)
“Considerai como uma pequena chama pode incendiar uma grande floresta! Também a língua é um fogo, um mundo de iniquidade. A língua está entre os nossos membros e contamina todo o corpo; e sendo inflamada pelo inferno, incendeia o curso da nossa vida. Todas as espécies de feras selvagens, de aves, de répteis e de peixes do mar se domam e têm sido domadas pela espécie humana. A língua, porém, nenhum homem a pode domar. É um mal irrequieto, cheia de veneno mortífero. Com ela bendizemos o Senhor, nosso Pai, e com ela amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus. De uma mesma boca procede a bênção e a maldição. Não convém, meus irmãos, que seja assim.” (Tgo 3,3-9)
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