sábado, 12 de março de 2016

Padre indonésio relata tortura com faca quente: 'Queimaram mão e pé'

Do G1 Santos

Vítima foi feita refém e agredida durante o assalto a uma casa paroquial. Crime ocorreu na noite de terça-feira, em Ilha Comprida, litoral de SP.

 

Padre Kristiano é da Indonesia, mas mora
em Ilha Comprida (Foto: Arquivo Pesoal)

O padre nascido na Indonésia que foi feito refém durante o assalto a uma casa paroquial, na noite de terça-feira (9), em Ilha Comprida, no litoral de São Paulo, diz que foi torturado pelos criminosos. Segundo ele, os suspeitos esquentaram uma faca e utilizaram a arma para agredi-lo, após não localizarem um cofre durante a invasão.
A quadrilha ficou dentro da paróquia por cerca de duas horas e meia, vasculhando os cômodos e procurando objetos de valor. “Três bandidos entraram, eu levantei, mas me pediram para sentar e colaborar com eles. Apontaram uma arma para mim e fiquei quieto”, afirma o padre Kristiano Naben.
De acordo com o religioso, os suspeitos procuravam por um cofre que eles acreditavam estar dentro da casa paroquial, mas não conseguiram localizá-lo. Irritados, eles começaram a torturar o padre. “Colocaram uma meia na minha boca, esquentaram uma faca e me machucaram com ela. Queimaram uma parte da minha mão e depois do meu pé”, relata.
A ação também acabou resultando em diversos prejuízos para a Paróquia Nossa Senhora Estrela do Mar. “Pegaram o cálice que estava lá, na sacristia, porque pensaram que era de ouro. Roubaram nosso sacrário e jogaram a hóstia sagrada no chão”, conclui.
O delegado Carlos Eduardo Eiras Alves, que comanda as investigações, diz que já tem pistas da identidade dos autores dos crimes. “Nós já identificamos algumas pessoas que são suspeitas em potencial. Menores envolvidos em pequenos delitos na cidade e também uma pessoa que saiu há pouco tempo da cadeia”, explica.
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