quinta-feira, 17 de março de 2016

Exorcista explica como reconhecer quando uma pessoa está possuída pelo demônio

O Pe. Cipriano de Meo / Crédito: Captura Youtube



16 Mar. 16

ROMA, (ACI).- Padre Cipriano de Meo é exorcista desde 1952. Este frei capuchinho explica algumas pistas que permitem reconhecer quando uma pessoa está possuída pelo demônio e um método para distinguir uma doença de uma possessão demoníaca.
Em entrevista concedida à ACI Stampa – agência em italiano do Grupo ACI –, o Pe. de Meo afirma que “os casos de possessão felizmente não são muitos ou tão numerosos. Entretanto, existem vários casos que com frequência são desconhecidos”.
“O método para discernir a possessão da doença é a oração feita pelo sacerdote (exorcista) e o fiel. Uma oração prolongada, até o ponto que, se o adversário estiver presente, ocorrerá uma reação. Normalmente quem está doente evidencia em sua atitude geral”, disse o sacerdote e ex-presidente da Associação Internacional de Exorcistas.
O Pe. Cipriano assinalou que “o possuído tem várias atitudes gerais ante um exorcista, que é visto pelo adversário como um inimigo preparado para combatê-lo. Não faltam expressões atemorizantes no rosto, ameaça com palavras ou gestos e outras coisas, mas sobretudo blasfêmia contra Deus e contra a Virgem Maria”.
O perito explica que, “entretanto, nem todos os casos são semelhantes. O sacerdote que serve neste ministério deve saber confrontar o caso ao qual enfrenta, por vontade de Deus, com amor e humildade”.
O frade capuchinho, nascido em 1924, afirma que “os italianos vivem um grande jejum da realidade demoníaca. Facilmente dão importância aos falatórios de magos ou ilusionistas, esquecendo as armas que o Senhor coloca a nossa disposição”.
“A Igreja, de fato, quer uma vida de oração. Não somente do sacerdote, mas também do fiel que pede a intervenção do exorcista, que também recebe benefícios por meio da ajuda dos familiares”, explicou o sacerdote.
O Pe. de Meo considera que “a ignorância dos italianos (e não só deles) acontece devido o silêncio dos sacerdotes acerca da presença demoníaca (…). Com frequência nosso povo dá mais importância às dúvidas ou incertezas em vez de ficar preocupados pelo pecado no qual estão vivendo”.
“É absolutamente fundamental extirpar o pecado e viver em graça de Deus”, precisou.
O exorcista menciona que o ministério que oferece requer uma grande preparação espiritual e prática. “Por essa razão, com a autorização do meu bispo, durante 13 anos, fui responsável de uma escola para exorcistas. Procurei preparar especialmente aqueles que começavam neste ministério”, disse o sacerdote à ACI Stampa.
Os sacerdotes exorcistas, prossegue, devem “conhecer as leis da Igreja, ou seja, o ritual respectivo”.
“Em relação à preparação espiritual, são necessárias a humildade e a convicção que nós (exorcistas) não caçaremos o demônio, que combate Cristo. Nós somos chamados a combater em favor de Cristo”, concluiu.
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