sábado, 4 de março de 2017

Papa encontra os párocos de Roma: recordar, esperar e discernir

[zenit]





O Papa encontra os párocos de Roma (Fto Osservatore © Romano)



(ZENIT- Roma, 2 de março 2017).- O Papa Francisco encontrou-se, esta quinta-feira na basílica de S. João em Latrão, com os párocos da Diocese de Roma, e fez uma meditação sobre o tema “o progresso da fé na vida do sacerdote”.
E’ um evento após a Quarta-feira de Cinzas, para o presbitério romano, um itinerário espiritual e pastoral da Quaresma. Para nós sacerdotes, disse Francisco, quando a nossa fe não cresce, quando não é madura, acabamos por praticar tanto mal.
O Papa propôs ao clero o tema do progresso da fé na vida do sacerdote, partindo da exortação dos discípulos contida no Evangelho de Lucas: “Senhor, aumenta-nos a fé!”. 
“Senhor aumenta a nossa fé (Lc 17,5). Esta questão disse o Santo Padre, surgiu de forma espontânea nos discípulos quando o Senhor lhes estava a falar da misericórdia e disse que devemos perdoar setenta vezes sete. 
“O imploramos com a simplicidade do Catequismo da Igreja que nos diz que para viver, crescer e perseverar na fé até ao fim, devemos alimentá-la com a Palavra de Deus; devemos pedir ao Senhor de amentar a nossa fé. É uma fé que deve operar por intermédio da caridade, ser sustentada pela esperança e ser radicada na fé da Igreja”.
A meditação do Pontífice teve como fio condutor a experiência de Simão Pedro, dividida em três momentos: a memória, a esperança e o discernimento.
A memória, observou, como ensina o Catecismo da Igreja, está radicada na fé da Igreja, na fé dos nossos pais; a esperança é quanto nos sustenta na fé. 
O discernimento do momento o temos em consideração quando somos chamados a agir para por em prática aquela fé que opera por intermédio da acção da caridade. 
A esperança me indica o horizonte, me guia, é a estrela mas também aquilo que me sustenta, é âncora ligada a Cristo. E no momento específico, em cada encruzilhada da estrada, devo discernir um bem concreto, o passo em diante a dar em direcção do amor e também a maneira como o Senhor quer que o faça.
Fazer memória das graças passadas confere a nossa fé a solidez da encarnação; coloca-a no seio de uma história, a história da fé dos nossos pais, que “morreram na fé sem terem obtido os bens prometidos, mas os viram e os saudaram de longe”. 
A esperança, por sua vez, é aquela que abre a nossa fé às surpresas que Deus realiza na nossa vida. O nosso Deus é sempre maior de tudo quanto podemos pensar e imaginar sobre Ele, daquilo que lhe pertence e do seu modo de agir na história.
Por fim, o discernimento é o que concretiza a fé, que a torna “operosa por meio da caridade”, aquilo que permite dar um testemunho crível.
E o que nos orienta da melhor forma em direcção à Promessa, é certamente, disse o Pontífice, sempre a cruz: aquele despojar-me da minha vontade, aquele drama interior do seja feito não como quero eu, mas como queres Tu, que nos coloca nas mãos do Pai e faz com que seja Ele a guiar a nossa vida.  “Peçamos também nós a Pedro de nos confirmar na fé, para que nós possamos confirmar a fé de nossos irmãos.”
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