segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Salvo da morte por Maria

[cancaonova]
Do livro: ”Entrai pela porta estreita”
Prof. Felipe Aquino



Para a glória da Santíssima Virgem Maria, relato aqui como Ela salvou-me da morte, em um grave acidente na via-Dutra, no dia 17 de outubro de 1994. É um agradecimento à Mãe de Deus e nossa Mãe, e um testemunho de amor.
Tinha acabado de dar aulas na UNESP, em Guaratinguetá, SP, e seguia para a minha cidade vizinha, Lorena, o que faço há mais de 15 anos. Entrei na via-Dutra. Chovia forte. De repente, mil metros à frente, percebi que o trânsito estava parado por causa de um acidente na pista. Fui freando o carro até quase parar. Quando já estava quase parado, a uns 150 metros do final dos carros já parados, um caminhão pesado, com 20 toneladas de carga, chocou-se violentamente contra o meu carro, por trás. A batida foi tão forte, que o encosto da minha poltrona quebrou, e eu fiquei deitado, com a cabeça no acento do banco de trás do carro. Nesta batida, o carro girou cento e oitenta graus na pista e ficou de frente para o caminhão desgovernado. Pude vê-lo à minha frente, chocando-se violentamente com o meu carro e arrastando-o pela pista à fora, num barulho ensurdecedor e apavorante. Naquele momento, lúcido, em poucos segundos muitos pensamentos vieram à minha mente. Primeiro, pensei que fosse morrer esmagado. Senti´me como se estivesse dentro de uma lata que vai sendo amassada. No mesmo instante comecei a clamar por Nossa Senhora. Lembro-me de que eu tive tempo de dizer umas três ou quatro vezes: ‘Nossa Senhora Aparecida, protegei-me’. Disso eu tenho certeza. A cada batida eu repetia esse clamor à nossa Mãe Santíssima e, interessante, não sentia medo, percebi nitidamente que embora o carro fosse ficando cada vez mais amassado, eu, contudo, nada sofria. Tudo muito rápido. As mãos de Maria me amparavam e protegiam milagrosamente. Eram exatamente 6:00 horas da tarde, e eu rezava o terço, como sempre faço quando estou nas estradas. Em que pese todo o tumulto do acidente, percebi que o terço continuava em minha mão quando tudo terminou. Com alguma dificuldade consegui sair do carro e, tão logo me vi fora dele, fui socorrido por um rapaz muito assustado. Este, quando me socorreu, disse-me: ‘Moço, como é que você conseguiu sair vivo deste carro? ‘Eu que ainda estava com o terço na mão, lhe disse: ‘Com isto’, mostrando-lhe o terço. A estupefação daqueles que me viam ileso perto daquele carro totalmente destruído, era enorme. Não sei quantos me disseram: ‘Você nasceu de novo’.’O seu aniversário agora é 17 de outubro’. O carro ficou tão danificado que a sua perda foi total. Quase nada se aproveitava. Para ser retirado da estrada precisou ser levantado por um guincho e colocado sobre um caminhão, pois não tinha a menor condição de rodar. No meu coração eu não cessava de agradecer a Deus e à Virgem Maria pela graça que acabara de receber. Sabia que tudo era para a glória de Deus, que nunca nos abandona, e que nos ensina que ‘tudo concorre para o bem dos que amam a Deus’ (Rm 8,28). Seja feita a Vossa vontade! Sempre, graças a Deus, senti e experimentei a proteção e amor dessa Mãe, a quem Santa Isabel, cheia do Espírito Santo, chamou de ‘Mãe do meu Senhor’, e que o Anjo Gabriel declarou ser a única que ‘achou graça diante do Senhor’; mas desta vez senti o seu amor como nunca. Foi para mim uma prova extraordinária do seu amor, para que jamais duvidasse de sua maternal proteção. Lembrei-me das palavras de São Bernardo, que do fundo da alma rezava:
‘Lembrai-vos ó piedosíssima Virgem Maria, que nunca se ouviu dizer que algum daqueles que se recomendaram à Vossa proteção, imploram o Vosso socorro e invocaram o Vosso auxílio, fosse por Vós desamparado…’
No vidro da frente do carro, eu tinha colocado um adesivo de Nossa Senhora Rainha da Paz. Eu o tinha ganhado de um guarda da portaria da Faculdade. Um dia, saindo da escola, o ‘Arnô’, o guarda, me disse: ‘Professor, a minha esposa ouve os seus programas na Rádio Canção Nova, e pediu-me para lhe entregar este adesivo de Nossa Senhora’. Imediatamente preguei o adesivo no vidro da frente do carro, e disse a Ela:
‘Maria, segue na minha frente!’

Quando tudo terminou, o vidro dianteiro do carro, todo estilhaçado, estava jogado no asfalto frio da via-Dutra; mas ainda intacto, estava o rosto de Maria nos olhando. Meu filho mais velho, Mateus, foi quem me mostrou, com grande emoção, e ainda me disse: ‘Essa é a maior prova do milagre!’ No dia seguinte, quando peguei o ‘Boletim de Ocorrência’, na Delegacia de Guaratinguetá, nele estava registrado: ‘Horário do Acidente: 18:00 horas’. A hora de Maria. O meu carro havia sido totalmente destruído; e eu não tinha seguro dele. Mas nada disso me preocupou; graças a Deus eu estava vivo e sem nenhum ferimento. Contudo, quando fomos à Delegacia, encontramos o motorista do caminhão que havia causado todo o acidente; e ele me informou que o seu caminhão tinha seguro, inclusive contra terceiros e que tentaria pagar pelo estrago do meu carro. Senti aí o dedo de Deus e a mão materna de Maria querendo me devolver um carro novo. Como fiquei sem carro, e precisava dele para meus trabalhos, comprei outro carro por nove mil e quinhentos reais. Depois de dois meses, fui informado pela Seguradora, que eu receberia, pelo prejuízo do meu carro, a quantia de dez mil reais. Eu não lhes informei o quanto tinha pago pelo carro novo. Não tenho dúvidas, Nossa Senhora, não só guardou-me no acidente, como deu-me um carro ‘zerinho’, mais novo do que o que acabou-se no acidente. Como é bom ser filho e servo desta boa Mãe e Rainha. Somente aqueles que estão debaixo de sua materna proteção é que sabem o quanto Ela é maravilhosa. Um fato que me chamou a atenção, foi que poucos dias antes do acidente, eu tinha terminado de escrever um livro sobre Nossa Senhora:
A Mulher do Apocalipse (Ed. Loyola,1994), para a honra e glória de nossa Mãe. Este livro estava no meu coração, e eu o havia escrito com grande amor e devoção à Virgem Maria. Ia colocar-lhe o nome de ‘A coroa de glórias da Virgem Maria’, mas o Pe. Jonas Abib sugeriu que fosse ‘A Mulher do Apocalipse’, o que aceitei de bom grado. O acidente fez-me lembrar daquele fato que se passou com o Santo Cura D’Ars, São João Maria Vianney, que estava confessando os seus fiéis, quando chegou o sacristão para avisar-lhe que, sem qualquer razão, o seu quarto estava pegando fogo. Muito calmamente, o santo disse ao sacristão: ‘Não se incomode, é o demônio, não podendo pegar o pássaro, está queimando a sua gaiola’.

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