quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Jesus Cristo e Maria

[catequisar]


Jesus de Nazaré nasceu judeu, de Maria, em Belém, no tempo do rei Herodes, o Grande, e do imperador César Augusto. Era carpinteiro de profissão. Foi morto, crucificado em Jerusalém, sob o procurador Pôncio Pilatos, durante o reinado do imperador Tibério. É o Filho eterno de Deus feito homem. Ele "veio de Deus" (Jo 13,3), "desceu do céu" (Jo 3,13; 6,33), "veio na carne" (l Jo 4,2), "o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e nós vimos a sua glória, glória que ele tem junto ao Pai, como Filho único, cheio de graça e de verdade... Pois de sua plenitude nós recebemos graça por graça" (Jo 1,14-16). Jesus ressuscitou e agora reina no céu com o Pai e o Espírito Santo. Tudo isso é parte integrante de nossa fé.
Jesus quer dizer, em hebraico, "Deus Salva". Jesus se fez homem para a redenção universal e definitiva dos pecados. Cristo quer dizer "Messias" (= ungido, salvador). Ele é o Filho único de Deus. É a ele, e somente a ele, que devemos submeter a nossa liberdade pessoal, de maneira absoluta. Não podemos submetê-la a nenhum poder terrestre, mas somente a Deus Pai e ao Senhor Jesus Cristo.
Seus ensinamentos levam o ser humano à felicidade suprema do Paraíso junto a Deus. Ele é a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade e é Deus com o Pai e o Espírito Santo.
Jesus é verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Ele não é 50% Deus e 50% homem, mas sim 100% Deus e 100% homem. Em sua encarnação, Jesus não destruiu, mas assumiu a natureza humana, comunicando a ela o seu próprio modo de existir pessoal na Trindade. Assim, na sua alma como no seu corpo, Cristo exprime humanamente os modos divinos de agir da Trindade (Jo 14,9-10).
O Filho de Deus assumiu também uma alma racional humana, dotada de um verdadeiro conhecimento humano e, portanto, limitado ao tempo, à época em que ele vivia. Ao mesmo tempo, entretanto, esse conhecimento verdadeiramente humano do Filho de Deus exprimia a vida divina de sua pessoa.
Cristo possui duas vontades e dois modos de ação, ou seja, a vontade humana e divina, o modo de ação humano e divino. A vontade humana de Cristo segue a sua vontade divina, sem estar em resistência nem em oposição em relação a ela, mas antes sendo subordinada a essa vontade todo-poderosa. O corpo de Cristo era delimitado e visível. Por causa disso, o rosto humano de Jesus pode ser "representado" (Gl 3,1). Na verdade, Deus somente pode ser visto na pessoa de Jesus Cristo.
Jesus substituiu a nossa desobediência pela sua obediência. Ele viveu plenamente a vontade do Pai no mundo, aceitando morrer na cruz, merecendo-nos a justificação de nossos pecados e nossa associação ao Mistério Pascal (Mt 16,24; l Pd 2,21; Mc 10,39; Jó 21,18-19; Cl l ,24; Lc 2,35).
Jesus desceu à mansão dos mortos (Hb 13,20) para libertar as almas santas que esperavam o seu Libertador. Na verdade, Jesus nos abriu o Paraíso, fechado pelo pecado original (lPd 3,18-19). Também essa expressão quer dizer que Jesus morreu realmente, antes de ressuscitar.
Jesus virá no fim dos tempos julgar os vivos e os mortos. Aí revelará a disposição secreta dos corações e retribuirá a cada um segundo suas obras e segundo tiver acolhido ou rejeitado a sua Graça.
Jesus nos amou a todos também com um amor humano, representado pelo seu Sagrado Coração, traspassado por nossos pecados e para a nossa salvação (Lc l e 2, Jo 2, l - 12; Jo l9,25-27).
Maria foi escolhida por Deus desde toda a eternidade para ser a Mãe de seu Filho. Por isso, foi redimida desde a sua concepção. Tudo isso foi feito em Maria em vista dos méritos de Jesus e é isso que significa "Imaculada Conceição".
Maria é a Mãe de Deus (Lc l ,43). Aquele que ela concebeu do Espírito Santo como homem e que se tornou verdadeiramente seu Filho segundo a carne, não é outro que o Filho eterno do Pai, a segunda pessoa da Santíssima Trindade.
Maria é totalmente unida a seu Filho. Pela sua assunção, em corpo e alma, à glória celeste, ela se torna o primeiro ser humano, depois de Cristo, que ressuscitou. Ela é nossa Mãe, por graça de Deus. Ela é invocada na Igreja sob os títulos de advogada, auxiliadora, protetora, medianeira. Embora seja inteiramente própria, o culto da Santíssima Virgem é totalmente diferente do culto de adoração que se presta ao Verbo encarnado (Jesus) e igualmente ao Pai e ao Espírito Santo, mas nos ajuda muito nisso. A veneração a Maria mostra-se principalmente nas festas litúrgicas dedicadas a ela e na oração mariana como o rosário, resumo de todo o Evangelho.
Maria foi sempre virgem. O nascimento de Cristo não lhe violou, mas sagrou a integridade virginal de sua mãe. Os chamados "irmãos" e "irmãs" de Jesus (Mc 3,31-35; Mc 6,3; ICor 9,5; Gl 1,19), como Tiago e José (que são filhos de uma Maria discípula de Cristo, como relata Mt 27,56; Mt 28,1), são parentes próximos de Jesus, conforme uma expressão conhecida do Antigo Testamento (Gn 13,8; Gn 14,16; Gn 29,15 etc.). Em Cristo, todos somos filhos de Maria.
Maria é conhecida com muitos títulos, da mesma forma que nós, quando somos conhecidos por vários apelidos. Alguns títulos de Nossa Senhora: Nossa Senhora de Fátima, de Lourdes, da Salete, de Guadalupe, Aparecida, da Paz, do Bom Conselho, do Bom Parto, da Piedade, da Ponte, Auxiliadora, Mãe dos Homens, das Graças, do Rosário, Consolata, da Cabeça etc.
Maria, como não tem mancha nenhuma de pecado, reflete totalmente a graça maravilhosa de Deus. Nós, como somos tão pecadores e tão limitados, percebemos essa graça de Deus não de modo total, mas em partes. Ora, cada título de Nossa Senhora corresponde a um aspecto dessa Graça de Deus. Invocando-a com este ou aquele nome, estamos, de certa forma, lembrando esta ou aquela virtude divina.

 
Fonte: Caminho de vida - Preparação para a Crisma Livro 2. Autor Padre Alfieri Eduardo Bompani. Editora Santuário. Adquira esse livro.
Postar um comentário
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...