sábado, 6 de agosto de 2016

Arquidiocese de Bruxelas planeja fechar maioria das paróquias

[ipco]
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Bruxelas: missa em local subterrâneo e apinhado no estilo ‘pobre’ da reforma. Fiéis acham que reforma terá efeitos contrários aos anunciado

A maioria das 108 igrejas paroquiais de Bruxelas está ameaçada de fechamento a prazo breve ou médio, segundo projeto pastoral estimulado pelo novo arcebispo.
Os fiéis estão chocados e acham quase indecente esse fechamento maciço, quando milhares de cristãos morrem a cada dia no Oriente para que seus templos prossigam abertos, escreveu o blog Riposte-Catholique.
De fato, na capital da Bélgica e da União Europeia, aos domingos está havendo cada vez menos missas, em virtude de um projeto pastoral pouco conhecido dos fiéis na época da “sinodalidade”.
O referido projeto visa fundir as paróquias e concentrar as missas de domingo com o argumento de agrupar mais os fiéis e assim conseguir maior movimentação. As igrejas dos bairros correm mais risco.
Para os fiéis, o projeto vai criar grandes circunscrições impessoais que extinguirão a vida paroquial.
O desaparecimento programado teria então efeitos evidentemente opostos às intenções anunciadas: afastará as pessoas das igrejas, diminuirá o número dos fiéis, debilitará o tecido eclesial e penalizará os católicos dos bairros mais pobres.
Essa política pastoral, apresentada como mais condizente com a linha do pontificado do Papa Francisco, é vista pelos fiéis como o contrário da aproximação dos mais pobres nos locais onde transcorre a sua vida quotidiana.
A prática religiosa, o número dos seminaristas e dos batismos de adultos vinha aumentando após o pontificado do arcebispo anterior, que imprimiu uma tendência tradicional à arquidiocese.

Notre Dame du Sablon, uma das mais belas igrejas paroquiais de Bruxelas


A Igreja em Bruxelas dispõe de abundantes recursos para manter a vida de suas 108 igrejas, que são frequentadas semanalmente por 144.000 católicos praticantes (12% dos bruxelenses), além de milhares de estrangeiros e visitantes.
Em Bruxelas há também numerosas comunidades católicas estrangeiras – entre as quais a polonesa – que pedem igrejas para as atividades religiosas em suas respectivas línguas.
Essas e ainda outras realidades fazem com que os católicos se interroguem profundamente sobre as verdadeiras causas dessa retirada e do abandono das igrejas históricas.
O custo de manutenção desses 108 templos é inferior a 4 euros por habitante ao ano e por sinal foi assumido pelos órgãos públicos regionais.
Os fiéis lançaram um abaixo assinado pedindo ao arcebispo Dom De Kesel e ao bispo-auxiliar Dom Kockerols que renunciem a esse plano demolidor.
Segundo o vaticanista Marco Tosatti, o arcebispado já efetivou outras medidas polêmicas que reduzem a presença católica na cidade e o bispo auxiliar responsável pelo projeto faz ouvidos surdos aos rogos do povo.
Nomeado muito recentemente, o arcebispo Dom De Kesel adotou uma linha pastoral oposta à do antigo arcebispo, Dom Léonard.
Esse foi acusado de excessivamente tradicional pela minoria radical progressista e, de modo especial, pelo discutido arcebispo emérito Cardeal Danneels, ferrenho promotor do Concilio Vaticano II, amigo e conselheiro do atual Pontífice Francisco I.

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