quinta-feira, 7 de julho de 2016

Por que os católicos LGBT não acreditam nas desculpas do Papa Francisco aos gays


O Papa Francisco emitiu um amplo pedido de desculpas às pessoas LGBT, no domingo, convocando a Igreja Católica a se responsabilizar pelos erros que perpetrou contra a comunidade bissexual, transgênero, lésbica e homossexual. Porém, muitos defensores dos LGBTs dizem que as palavras do Pontífice soaram vazias, observando que a igreja ainda tem de mudar sua oposição oficial à homossexualidade e continua a exonerar pessoas por serem abertamente gays.

A reportagem é de Jack Jenkins, publicada por Think Progress, 28-06-2016. A tradução é de Henrique Denis Lucas.

Enquanto era entrevistado por repórteres, no vôo de Roma para a Armênia, Francisco foi convidado a responder aos comentários feitos por um cardeal católico na Alemanha, que disse que a Igreja deveria pedir desculpas para as pessoas LGBT — especialmente, na sequência do horrível tiroteio, no início deste mês, que deixou 49 pessoas mortas em uma boate gay, em Orlando, na Flórida.

"Eu vou repetir o que o Catecismo da Igreja Católica diz: que [os homossexuais] não deveriam ser discriminados, que eles têm de ser respeitados, acompanhados pastoralmente", disse Francisco. "A questão é a pessoa ter essa condição [e] ter boa intenção, porque eles procuram Deus".

Francisco também manifestou uma versão ajustada de seus comentários de 2013 sobre padres gays, nos quais ele perguntou, "quem sou eu para julgar".

"A questão é: se uma pessoa que tem essa condição, que tem boa intenção, e que procura por Deus, quem somos nós para julgar"? Francisco disse esta semana.

... a Igreja deve não apenas reconhecer os erros do passado, mas tomar ações concretas que demonstram seu compromisso em tratar as pessoas LGBT justamente de agora em diante.

As observações conciliadoras de Francisco, transmitidas em seu característico estilo despreocupado, foram inicialmente bem recebidas por algumas organizações de defesa das pessoas LGBT. A Campanha de Direitos Humanos divulgou um comunicado elogiando o Pontífice, dizendo que suas palavras "são uma etapa importante para trazer católicos LGBTQ mais perto da Igreja e curar as feridas daqueles que se sentiram pressionados pela religião e seus ensinamentos".

Contudo, muitos católicos LGBT ficaram impressionados com as desculpas de Francisco. Marianne Duddy-Burke, diretora-executiva da Organização Católica LGBT DignityUSA, disse que o reconhecimento do Papa de que a Igreja tem prejudicado as pessoas LGBT é "essencial", mas não altera a realidade vivida por muitos católicos gays.

"A fim de ocasionar a cura completa da relação entre as pessoas da Igreja Católica e as pessoas LGBT, a Igreja não só deve reconhecer os erros do passado, mas tomar ações concretas que demonstrem seu compromisso de tratar as pessoas LGBT justamente, de agora em diante," diz a declaração de Duddy-Burke.

Da mesma forma, Eliel Cruz, líder do grupo de inspiração religiosa e de defesa LGBT, Faith in America, notou que tal pedido de desculpas — quando dissociado de qualquer mudança substantiva teológica dentro da Igreja — soou vazio para milhões de pessoas religiosas que permanecem no ostracismo de comunidades católicas por causa de sua sexualidade.

"Os comentários do Papa Francisco sobre o passado do tratamento de gays na igreja, não reconhece o dano causado nos dias atuais," Cruz disse em um comunicado à imprensa. "Buscar desculpas sem reconhecer a causa do dano causado é inútil. Francisco pede desculpas pelos danos causados, sem alterar a teologia que continua a perpetrar esse mal... Francisco continua a acreditar que as pessoas LGBT são intrinsecamente perturbadas. Os ensinamentos da Igreja Católica sobre pessoas LGBT demonizam esta comunidade".

Outros cristãos LGBT — tanto católicos quanto protestantes — repetiram o ceticismo dos comentários de Francisco. Muitos assinalaram que, embora o Catecismo da Igreja Católica proíba "discriminação injusta" contra os gays, ainda se refira às "tendências homossexuais" como "objetivamente perturbadas". Líderes católicos há muito têm sustentado que condenar atos homossexuais seja diferente do que condenar pessoas LGBT, mas, como a ThinkProgress tem relatado, muitos especialistas em saúde mental argumentam que a teologia anti-LGBT — mesmo demonizando-os como pessoas ou depreciando as relações homossexuais como inerentemente pecaminosas — pode resultar em cicatrizes psicológicas incapacitantes, a longo prazo.

Além do mais, Duddy-Burke e outros notaram que a proibição do Catecismo contra a discriminação LGBT não impediu a Igreja de repetidamente exonerar trabalhadores católicos simplesmente por serem gays publicamente. Desde 2012, instituições católicas dos Estados Unidos tem demitido diretores de música sacra da Igreja, funcionários do centro de vida assistida e trabalhadores de despensa de alimentos que estavam abertos sobre sua sexualidade, bem como a liberação de professores LGBTs em Iowa, Nebraska, Pensilvânia, entre outros lugares. Enquanto isso, grupos católicos na Florida, Havaí, Massachusetts, Ohioe Califórnia estão lutando para recuar contra os líderes da Igreja que estão ameaçando fazer o mesmo em suas regiões. O problema é tão divulgado que grupos LGBTs reuniram-se em Chicago em 2015 para elaborar uma estratégia para acabar com as demissões.

O padrão é especialmente frustrante para os crentes nos Estados Unidos, onde 60 por cento dos católicos apoiam publicamente o casamento do mesmo sexo, e onde um número de denominações cristãs agora abraçam abertamente a igualdade no casamento e a ordenação das pessoas LGBT.

Reconhecidamente, vários bispos na América condenaram abertamente a homofobia da Igreja, na sequência do massacre de Orlando, com o Bispo de São Petersburgo, Florida, declarando, "...Infelizmente isso é religião, incluindo a nossa, que tem como alvo, principalmente de maneira verbal e também muitas vezes gera o desprezo para gays, lésbicas e transgêneros".

Mas para defensores dos LGBTs, como Duddy-Burke, tais palavras são apenas a primeira etapa no sentido de uma reconciliação, e significam pouco se não houver ação adicional por parte da Igreja.

"[A Igreja] deve pronunciar-se fortemente e claramente contra a terrível violência e discriminação que muitas vezes é dirigida contra pessoas LGBT em países ao redor do mundo, incluindo o nosso, muitos com populações católicas substanciais ou maioria," disse Duddy-Burke.
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jbpsverdade: É o fim dos tempos mesmo... Por isso, Deus os entregou aos desejos dos seus corações, à imundície, de modo que desonraram entre si os próprios corpos. Trocaram a verdade de Deus pela mentira, e adoraram e serviram à criatura em vez do Criador, que é bendito pelos séculos. Amém! Por isso, Deus os entregou a paixões vergonhosas: as suas mulheres mudaram as relações naturais em relações contra a natureza. Do mesmo modo também os homens, deixando o uso natural da mulher, arderam em desejos uns para com os outros, cometendo homens com homens a torpeza, e recebendo em seus corpos a paga devida ao seu desvario. (Rm 1, 24-27). Querem a todo custo impor a abominação do homossexualismo no contexto da Igreja. De nada serve para os que aceitam esta aberração, as Palavras de Jesus quando Ele diz que as portas do inferno não se prevalecerão contra a Sua Igreja. O homossexualismo é uma porta para o inferno. 
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