sexta-feira, 22 de julho de 2016

Grupos gays cristãos terão um “refúgio do peregrino LGBT” na JMJ de Cracóvia

[unisinos]


Cristãos homossexuais e transexuais querem se fazer ouvir durante a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) 2016, que acontecerá na próxima semana na Polônia com a participação de centenas de milhares de pessoas, e contarão com um “refúgio do peregrino LGBT”, no qual encontrarão atendimento.
A reportagem é publicada por Religión Digital, 21-07-2016. A tradução é de André Langer.
“Queremos oferecer um lugar em que os católicos gays, lésbicas, transexuais e bissexuais encontrem respostas para os seus problemas e se sintam aceitos e seguros”, explicou à agência Efe uma das lideranças da associação polonesa Fé e Arco Íris, Artur Barbara Kapturkiewicz.
Com esse objetivo, a organização polonesa oferecerá um espaço para católicos LGBT com um quartel general montado em um café do bairro judeu de Cracóvia, cidade que sediará a Jornada Mundial da Juventude entre os dias 26 e 31 de julho e que espera a chegada do Papa Francisco no dia 27.
A iniciativa não conta com o apoio da Igreja católica, embora Fé e Arco Íris garanta que a cúria está informada; seus membros se reuniram com o cardeal arcebispo de Cracóvia, Stanislaw Dziwisz, convidado, assim como o resto da hierarquia católica, a participar dos atos que serão organizados durante a JMJ.
Artur Barbara defende a necessidade de atender os peregrinos LGBT ao destacar que muitos estudos revelam que ao menos 5% da população tem essas orientações sexuais, o que significa que em Cracóvia também haverá jovens homossexuais ou transexuais.
Uma iniciativa similar teve lugar na Jornada Mundial da Juventude de Colônia, em 2005. No entanto, esta é a primeira vez que se oferece um espaço independente para estes peregrinos, aponta a organização.
A associação contará em seus atos com a participação do jesuíta estadunidense Jim Mulcahy, descrito em seu programa como “um pastor experiente e padre espiritual de muitos fiéis LGBT” no Leste Europeu.
Para os membros desta organização, a orientação sexual não é incompatível com a participação ativa na vida católica, e em sua página na internet afirma que uma “mudança de consciência dentro da Igreja contribuirá para aumentar a tolerância e a aceitação da sociedade em geral”.
“A maioria de nós somos católicos, mas somos um grupo totalmente aberto a todas as pessoas, independentemente da sua religião”, afirmam na Fé e Arco Íris.
“Acreditamos que as relações entre casais do mesmo sexo e as relações transexuais são uma fonte de bem quando se baseiam em um amor verdadeiro, e devem ser aceitas na sociedade e em todas as Igrejas”, acrescenta Fé e Arco Íris.
Os organizadores da Jornada Mundial da Juventude 2016 esperam contar com a presença de até 1,5 milhão de peregrinos de todo o mundo.
Desde que convidou “para arrumar confusão”, em 2003, intuiu-se a sintonia que o então desconhecido Jorge Bergoglio teria com os jovens, os quais, em Cracóvia, voltará a incentivar para romper o imobilismo.
Sobre os homossexuais, Francisco disse neste mesmo ano que está em vigor a resposta que deu em sua viagem de volta do Rio de Janeiro de 2013 e que está no Catecismo da Igreja e na qual disse: “Quem sou eu para julgar?”
A frase fez história para o coletivo LGTB, embora não tenha havido mudanças na doutrina do Vaticano.
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jbpsverdade:Eu pergunto, onde nós vamos parar? Repito aqui as Palavras de Jesus... "As portas do inferno não se prevalecerão contra a Minha Igreja", partindo da verdade de que se de fato eu sou Templo do Espírito Santo, jamais concordarei com a abominação do homossexualismo, devemos sim condenar as obras das trevas, é o que este blog tem como missão... Outrora éreis trevas, mas agora sois luz no Senhor: comportai-vos como verdadeiras luzes. Ora, o fruto da luz é bondade, justiça e verdade. Procurai o que é agradável ao Senhor, e não tenhais cumplicidade nas obras infrutíferas das trevas; pelo contrário, condenai-as abertamente. (Ef 5, 9-11), o homossexualismo é uma obra infrutífera das trevas.
São Paulo escreve aos coríntios o seguinte: Ora, nós não recebemos o espírito do mundo, mas sim o Espírito que vem de Deus, que nos dá a conhecer as graças que Deus nos prodigalizou e que pregamos numa linguagem que nos foi ensinada não pela sabedoria humana, mas pelo Espírito, que exprime as coisas espirituais em termos espirituais. Mas o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, pois para ele são loucuras. Nem as pode compreender, porque é pelo Espírito que se devem ponderar. O homem espiritual, ao contrário, julga todas as coisas e não é julgado por ninguém. Por que quem conheceu o pensamento do Senhor, se abalançará a instruí-lo (Is 40,13)? Nós, porém, temos o pensamento de Cristo. (I Cor 2, 12-16) 
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