sábado, 25 de junho de 2016

A diferença entre Garissa e Orlando — e a cristianofobia

[ipco]
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Crise migratória e terrorismo marcaram o ano de 2015 e continua em 2016

No dia 2 de abril do ano passado aconteceu um massacre de 148 pessoas dentro de uma Universidade na cidade de Garissa, no Quênia. Talvez o leitor não se lembre disso. Ou talvez nem ouviu sequer falar desse tremendo massacre. Claro, pois o fato foi muito pouco noticiado pela imprensa brasileira.
Qual a razão desse silêncio a respeito de um fato tão chocante?
É o que comecei a pesquisar e pude constatar que os atiradores eram terroristas de um grupo ligado à Al Qaeda e escolheram a dedo as pessoas para matar, ou seja, os cristãos. No local havia também muçulmanos, os quais foram poupados.
Algumas declarações de testemunhas revelam isto. “Os militantes que mataram 147 pessoas em uma escola queniana parece ter planejado extensivamente , mesmo como alvo um local onde os cristãos tinham ido orar , um sobrevivente disse sexta-feira.” Os militantes separaram os cristãos e atiraram neles”, disse  outra testemunha. [1]
O sobrevivente Collins Wetangula, membro do grêmio estudantil, descreveu a presença de pelo menos cinco homens armados mascarados. “Se você fosse cristão, era alvejado ali mesmo. A cada disparo eu achava que iria morrer“, afirmou Wetangula. [2]
Um porta-voz da Shebab , movimento terrorista ligado à Al-Qaeda da Somália, disse à AFP que o grupo estava por trás do ataque de manhã cedo na universidade em Garissa e tinha feito reféns os não-muçulmanos.” Quando nossos homens chegaram , eles separaram os muçulmanos. Estamos mantendo os outros reféns”, disse o porta-voz do Shebab Sheikh Ali Mohamud Raiva, sem dar números. Ele disse ainda que aqueles apreendidos eram cristãos e acrescentou que “nosso povo ainda está lá, eles estão lutando e sua missão é matar aqueles que são contra a Shebab”. [3]
Contudo, o tempo passou e outro massacre aconteceu. Desta vez em Orlando, EUA. Os motivos e as circunstâncias desse fato são completamente diferentes. Aliás, quase completamente, por que o assassino também era um terrorista islâmico. Trata-se do tiroteio em que foram mortas 50 pessoas em uma boate frequentada por homossexuais.
O curioso é que as esquerdas de todas as cores, vermelhas, verdes, cores do arco-íris etc. levantaram as vozes para lamentar a tragédia e procurar os culpados.
Entre essas vozes, umas aproveitaram o fato para defender o desarmamento da população dos Estados Unidos. Lá se compra armas até nos supermercados, dizem exageradamente os desarmamentistas. Como se nos países, como o Brasil, onde o porte de arma é proibido para o cidadão de bem, não houvesse assassinatos… Como se aqui fosse o país mais pacífico do mundo… Pelo contrário, temos um índice de criminalidade com armas de fogo 3 vezes maior do que nos Estados Unidos.
Já alguns homossexuais e abortistas colocam a culpa na sociedade “heteropatriarcal”. Isso foi um tremendo ato homofóbico, dizem eles.


Ativista abortista


Ativista abortista culpa os pró-vida pelos tiroteios de Orlando por “incitar ódio e violência”

A ativista abortista Jodi Jacobson, no blog Rewire, culpa os pró-vida pelos tiroteios de Orlando por “incitar ódio e violência”: “A América tornou-se um lugar horrível que incentiva a violência e o terrorismo. E é tudo culpa dos conservadores e cristãos.” Mais adiante, expressa toda a sua fúria contra os cristãos conservadores: “Qual, exatamente, é a diferença entre o ódio vomitado por radicais islâmicos e aquele por fundamentalistas cristãos conservadores nos Estados Unidos? “ (destaque nosso)
“Várias celebridades de Hollywood e jornalistas pró-aborto também usaram o tiroteio trágico para promover o aborto”, comenta o site ”Logos Apologética”. [4]
A “Folha de São Paulo”, no dia 13 p.p., trás a notícia em primeira página com a seguinte manchete : “Maior atentado a tiros nos EUA mata 50 pessoas em boate gay”.  A pessoa que costuma ler apenas os títulos nos jornais, ou mesmo não lê atentamente a notícia, fica com uma ideia distorcida do fato. Não há nenhuma referência ao terrorismo islâmico ou ao Estado Islâmico. A manchete do jornal induz o leitor a pensar apenas na homofobia e no desarmamento. É a visão estrábica da esquerda.
Como se pode notar, as esquerdas de todos os matizes desviaram o foco principal do fato ocorrido em Orlando, que é o terrorismo islâmico promovido no mundo inteiro.
Qual a diferença entre os dois fatos relatados acima? Apenas o número de pessoas assassinadas? Em ambos os casos os assassinos eram terroristas islâmicos. Contudo, a grande diferença está na impostação da imprensa internacional e como repercutiram os fatos. A diferença está também que no Quênia as pessoas assassinadas eram cristãs.


Estado Islâmico divulga vídeo decapitando 21 cristãos


Estado Islâmico divulga vídeo de decapitação de cristãos

Um site espanhol fez uma observação interessante a propósito dos dois fatos: “Afinal se chega à triste conclusão de que, para certa parte de nossa sociedade, se alguém é assassinado por ser cristão é melhor ocultar, embora o Cristianismo seja precisamente a religião mais perseguida do mundo. Trata-se a fé dessas vítimas como se fosse um motivo de vergonha, algo que merece ser censurado e tachado. (…) A crescente cristianofobia que se dá no Ocidente está gerando uma atitude grotesca, que se tem manifestado também ante uma surpreendente indiferença face às atrocidades perpetradas pelo ISIS contra as minorias religiosas como cristãos e yazidis no Oriente Médio.” E conclui: “É assim que a nossa sociedade pretende pregar a tolerância e o humanitarismo?”  [5]
Essa é a “tolerância” dos intolerantes.

Referências:
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