quinta-feira, 5 de maio de 2016

Loas de amor, justiça e paz

Por Geovane Saraiva*

Afonso Maria de Ligório foi alguém profundamente amado por Deus.


Ligório carrega consigo uma enorme e misteriosa vontade de sair de si próprio, do seu egoísmo.

Santo Afonso Maria de Ligório (1696-1787), ao lutar com obstinação pelo projeto de Deus-Pai, investiu no essencial, naquilo que não só humaniza, mas que leva as pessoas à realização, já aqui neste mundo, do compromisso com Jesus de Nazaré, aquele que desceu do céu cheio de estrelas – tu scendi dalle stelle.
A lei do amor que o Filho de Deus implantou foi amplamente difundida por essa grande e exemplar figura humana, guardando-a como algo concreto em sua vida: “Aquele que me ama será amado por meu Pai; nós viremos a ele e faremos nele nossa morada” (Jo 14, 23).
Sincera confiança e persistência absoluta em um Deus enlouquecido de amor, naquela pobre criança da estribaria, exposta à sujeira, ao vento e ao frio, fazem-nos pensar como o santo napolitano carregou consigo, na mente e no coração, a cidade santa, a Jerusalém Celeste, a qual deve ser a utopia maior de todo cristão, na alegoria bíblica da alta e incomparável cidade, que prescinde de iluminação; uma vez que a tem como iluminação a glória de Deus, sem esquecer seu grande e único farol, que é o Cordeiro (cf. Ap 21, 23).
É o testemunho a provocar comunhão, a partir do esforço de viver o mandamento maior, no qual também nós somos convidados a manifestar ao mundo, com Nosso Senhor Jesus Cristo, no que o Papa Francisco asseverou: “Jesus está perto de nós, no meio de nós, dentro de nós! A sua nova presença na História se realiza mediante o Espírito Santo, através do qual é possível instaurar uma relação viva com Ele (...)”. Deus  quer, dadivosamente, oferecer aos seus filhos uma consciência sempre maior, a de que, pelo seu Espírito, todos são convidados a uma inaudita generosidade, a brilhar no mundo com a claridade de amor, justiça e paz.
Afonso Maria de Ligório foi alguém profundamente amado por Deus, carregando consigo uma  enorme e misteriosa vontade de sair de si próprio, do seu egoísmo. E foi isso mesmo, ao experimentar a alegria de servir e de amar, indistintamente, a todos, tendo na mente e no coração o grande sonho de Deus para com a humanidade. Neste mês de maio de 2016, que nossas loas subam aos céus, tendo como referência, na sua acendrada devoção, a Virgem Maria: “Maria é a mais terna mãe do gênero humano, é o refúgio dos pecadores”. Assim seja!


*Pároco de Santo Afonso e vice-presidente da Previdência Sacerdotal, integra a Academia Metropolitana de Letras de Fortaleza - geovanesaraiva@gmail.com 
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