sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

'O bem vence sempre, mesmo que pareça frágil'


Cidade do Vaticano, 01 jan (sirnoticvias@hotmail.com) – Na tarde deste 31 de dezembro, último dia de 2015, o Papa Francisco  presidiu na Basílica de São Pedro as Vésperas da Solenidade de Maria Santíssima Mãe de Deus, com o canto do Te Deum e a Bênção do Santíssimo Sacramento. Na homilia, Francisco recordou que “em muitas ocasiões a Igreja sente a alegria e o dever de elevar seu canto a Deus com estas palavras de louvor, que desde o quarto século acompanham a oração nos momentos importantes de sua peregrinação terrena”.
O Papa recordou que sentimos em nosso coração um desejo quase que espontâneo de agradecer a Deus, em reconhecimento à sua presença amorosa “nos eventos de nossa história”. No entanto – observou - “sentimos que a nossa voz não é suficiente na oração. Ela precisa se reforçar com a companhia de todo o povo de Deus, que uníssono, faz ouvir o seu canto de agradecimento”: “Por isso, no Teu Deum pedimos a ajuda dos Anjos, dos Profetas e de toda a criação para louvar ao Senhor. Com este hino, revemos a história da salvação onde, por um misterioso desígnio de Deus, encontram lugar e síntese muitos episódios de nossa vida deste ano que passou”.
Ao referir-se ao Ano jubilar, Francisco recordou que “a companhia da misericórdia é luz para compreender melhor o que vivemos; e esperança que nos acompanha no início de um ano novo”: “Podemos reviver os dias do ano passado recordando os fatos e eventos que evocam momentos de alegria e de dor, ou tentando entender se observamos a presença de Deus, que tudo renova e ampara, com sua ajuda. Somos chamados a verificar se os acontecimentos do mundo se realizaram segundo a vontade de Deus ou se demos ouvidos prevalentemente aos projetos dos homens, quase sempre repletos de interesses pessoais, de uma insaciável sede de poder e da violência gratuita”.
O Papa reiterou que hoje, no entanto, “os nossos olhos sentem a necessidade de focalizar especialmente os sinais que Deus nos concedeu para tocarmos com nossas mãos a força de seu amor misericordioso”, recordando a “violência, morte e sofrimentos inenarráveis de inocentes, refugiados obrigados a deixar seus países, homens, mulheres e crianças sem residência estável, alimento e sustento”, que mancharam muitos dias. Mas também recordou os sinais de amor: “Por outro lado, quantos gestos de bondade, de amor e de solidariedade preencheram os dias deste ano, mesmo se não foram manchete nos noticiários! As coisas boas não são notícia.
Quantos sinais de amor não podem e não devem ser obscurecidos pela prepotência do mal. O bem vence sempre, embora em alguns momentos possa parecer frágil e velado”.
Aos habitantes da Cidade Eterna, o Bispo de Roma lançou um apelo a superarem “as dificuldades do momento presente. Que o compromisso para recuperar os valores fundamentais de serviço, honestidade e solidariedade permita resolver as graves incertezas que dominaram o cenário deste ano e que são sintomas do escassa dedicação ao bem comum”, pedindo “que nunca falte a contribuição positiva do testemunho cristão para consentir a Roma, segundo a sua história, e com a materna intercessão de Maria Salus Populi Romani, de ser intérprete privilegiada de fé, de acolhimento, fraternidade e paz”.
Ao final da cerimônia, após um momento de adoração, o Santo Padre abençoou a assembleia com o Santíssimo Sacramento. 

SIR
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