quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Cardeal Rodríguez Maradiaga: existe um lobby gay no Vaticano



14 Jan. 16
Por Walter Sánchez Silva

TEGUCIGALPA, (ACI).- O Cardeal Óscar Andrés Rodríguez Maradiaga, Arcebispo de Tegucigalpa (Honduras) e um dos colaboradores do C-9, grupo de cardeais que ajuda o Papa Francisco no processo da reforma da Cúria Romana, reconheceu que existe um lobby gay no Vaticano.
Em entrevista concedida ao Jornal “El Heraldo de Honduras” acerca da reforma do Vaticano que o Santo Padre começo há algum tempo, fizeram a seguinte pergunta ao Cardeal: “Em algum momento houve uma tentativa ou obtiveram uma infiltração da comunidade gay no Vaticano?”.
Ao questionamento, o Cardeal respondeu: “Não só isso, mas também o Santo Padre disse, chegou até a existir um lobby neste sentido. Pouco a pouco, o Pontífice tenta ir purificando isso, são coisas... compreendemos e existe uma legislação para atendê-los pastoralmente, mas aquilo que está errado não pode ser uma verdade”.
A respeito da reforma do direito canônico, a qual acompanha as mudanças que estão sendo feitas na Santa Sé, o Arcebispo disse que não haverá “maiores coisas, não esperemos na doutrina da Igreja, não existem reformas, a reforma é a organização da cúria”.
“Quando o Papa expressou algo em relação aos grupos gays e lésbicos, estes chegaram a considerar que o Santo Padre estaria vendo a possibilidade de que a Igreja aprovasse o matrimônio entre pessoas do mesmo sexo. Devemos compreender que existem algumas coisas que podem ser reformadas e outras não. A lei natural não pode ser reformada”.
Em seguida, o Cardeal hondurenho explicou: “Nós vemos como Deus desenhou o corpo humano, o corpo do homem e o corpo da mulher para que se complementem e transmitam a vida, o outro não faz parte do plano da criação, existem coisas que não podem ser mudadas”.

O que disse o Papa

No voo de volta do Rio do Janeiro para Roma em 2013, o Papa Francisco abordou o tema do “lobby gay” no Vaticano e disse o seguinte: “Escreve-se muito sobre o lobby gay. Até agora não encontrei ninguém no Vaticano com uma carteira de identidade que diga ‘gay’. Alguns dizem que há. Quando alguém se encontra com uma pessoa assim, deve distinguir entre o fato de ser gay e o fato de fazer lobby gay, porque nenhum lobby é bom. Se uma pessoa é gay, procura Jesus e tem boa vontade, quem sou eu para julgá-la? O catecismo diz que não se deve marginalizar essas pessoas por isso. Elas devem ser integradas à sociedade. O problema não é ter esta tendência”.
“Devemos ser irmãos. O problema é fazer lobby, de pessoas gananciosas, lobby de políticos, de maçons, tantos lobbies. Esse é o pior problema. Agradeço por fazerem esta pergunta. Obrigado a todos”.
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